Carlos Alberto Brilhante Ustra (Porto Alegre, 28 de outubro de 1932 – Brasília, 15 de outubro de 2015) foi um militar brasileiro, coronel do Exército, conhecido por ter comandado o DOI-CODI do II Exército, em São Paulo, durante o período da ditadura militar (1964-1985). Ele é amplamente considerado um dos principais responsáveis pela tortura e morte de opositores ao regime militar.
Atuação no DOI-CODI: Ustra comandou o DOI-CODI/SP de 1970 a 1974, um dos períodos mais violentos da repressão. Sob seu comando, o DOI-CODI/SP se tornou um centro de tortura e morte, onde centenas de pessoas foram submetidas a abusos físicos e psicológicos. Ele sempre negou as acusações de tortura, mas diversos depoimentos de ex-presos políticos, documentos oficiais e investigações comprovam sua responsabilidade. Ver mais sobre Tortura e Repressão%20Política.
Acusações e Processos Judiciais: Ustra foi alvo de diversas ações judiciais por crimes de tortura e desaparecimento forçado. Embora tenha sido considerado culpado em algumas instâncias, nunca foi preso devido à Lei da Anistia de 1979, que impede a punição de crimes políticos cometidos durante a ditadura. A validade da Lei da Anistia em relação aos crimes de tortura e desaparecimento forçado é um tema de grande debate no Brasil. Veja sobre Lei%20da%20Anistia.
Legado e Controvérsia: A figura de Ustra é extremamente controversa no Brasil. Enquanto alguns o consideram um herói por ter combatido a "subversão" durante a ditadura, outros o veem como um símbolo da brutalidade e da violência do regime militar. Homenagens a Ustra são frequentemente criticadas por defensores dos direitos humanos e familiares das vítimas da ditadura. Entenda mais sobre Ditadura%20Militar%20Brasileira.
Livro "A Verdade Sufocada": Ustra escreveu um livro intitulado "A Verdade Sufocada", onde apresenta sua versão dos acontecimentos durante a ditadura e nega as acusações de tortura. O livro é considerado uma tentativa de revisionismo histórico por muitos.
Repercussão Internacional: O caso de Ustra e a impunidade dos crimes cometidos durante a ditadura brasileira atraíram a atenção de organizações de direitos humanos internacionais, que criticam o Brasil por não investigar e punir os responsáveis por violações dos direitos humanos durante o regime militar.
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